À medida que o fim do ano se aproxima, é inevitável olhar para trás e refletir sobre como 2025 nos testou. Foi um ano financeiramente desafiador. A alta dos custos operacionais, a oscilação dos juros e as mudanças regulatórias trouxeram incertezas e exigiram ainda mais disciplina na gestão. O equilíbrio entre rentabilidade e propósito cooperativista esteve à prova. Muitas vezes, o que sustentou a caminhada não foi a frieza dos números, mas a capacidade de permanecer fiel à essência: gerar valor real às pessoas.
Em meio a tantos desafios, uma transformação ganhou força: a presença cada vez mais marcante da inteligência artificial. A IA trouxe eficiência, análise de dados e automação. Mas também deixou claro algo que não muda: tecnologia sozinha não constrói futuro. A diferença continua sendo feita por quem interpreta contextos, motiva equipes e transforma informação em ação.
Tenho refletido sobre o conceito de power skills, tão discutido recentemente. Comunicação, pensamento crítico, criatividade, curiosidade, todas essas competências tornaram-se ainda mais urgentes porque são justamente aquilo que a IA não substitui. A máquina pode indicar caminhos, mas é o ser humano que dá sentido, escolhe a direção e inspira movimento.
Depois de décadas liderando times, vejo duas prioridades claras. A primeira é potencializar o que as pessoas já fazem bem, criando condições para que floresçam. A segunda é usar a tecnologia como suporte, não como muleta. A liderança do futuro será medida menos por relatórios e mais pela capacidade de formar pessoas autônomas. O maior legado de um líder não é ser indispensável, mas construir algo que prospere mesmo na sua ausência.
Esse olhar ganhou ainda mais força quando penso em um marco pessoal de 2025: o lançamento do livro Pílulas de Liderança. Desde então, mais de mil exemplares chegaram às mãos de leitores. Mais do que números, o que emociona são as mensagens de como cada capítulo provocou reflexões e mudanças práticas no dia a dia dos líderes. É a prova de que compartilhar experiências pode multiplicar forças.
Encerramos o ano conscientes de que os desafios continuam, mas também com a satisfação de termos contribuído para fortalecer lideranças em diferentes contextos. Se 2025 nos ensinou algo, foi que, diante de qualquer cenário, a combinação entre pessoas preparadas e tecnologia a serviço delas é o que sustenta organizações sólidas.
E é com esse sentimento de gratidão que sigo para 2026: honrado por cada encontro, cada feedback e cada página lida. Afinal, a verdadeira medida de sucesso é perceber que, de alguma forma, ajudamos outras pessoas a crescer.





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