Conexão Trinova: ‘O cenário futuro do empreendedorismo e da inovação frente à pandemia’

por | 8 jun, 2020 | 0 Comentários

Por Euclides Baraldi Libardi, diretor da FundiArt e presidente do Simespi no triênio 2020-2022.

O vírus que gerou essa pandemia é democrático, surgiu na China e com uma rapidez espantosa atingiu todo o planeta. Sua triste particularidade é a preferência por idosos e por quem está em situações mais frágeis.  

Nenhum país, nem os mais desenvolvidos, estava minimamente preparado. 

Entre as muitas tentativas de contenção do vírus, a que melhor deu resultado foi a quarentena, o distanciamento social. Parece uma solução fácil, mas não é. Isso implicou em redução drástica das relações industriais, comerciais, de serviços e, principalmente, sociais. 

O comércio de rua praticamente desapareceu, a indústria continua trabalhando, mas sem consumidor final, sem exportação, sem comprador potencial interno (governo, grandes empresas aéreas, petrolíferas, etc.). 

Na esfera federal, o Governo foi muito rápido na resposta aos empresários, principalmente nas questões trabalhistas, possibilitando a flexibilização da jornada de trabalho, acordos diretos com os funcionários ou sindicatos (antecipação de férias, banco de horas, home office e até a suspensão do contrato de trabalho). 

Criou-se também uma renda mínima para aqueles que não têm carteira assinada por meio de repasses feitos pela Caixa Econômica Federal. Além disso, o BNDES e outras instituições têm oferecido suporte financeiro às empresas.  

A grande preocupação do empresário e do colaborador é: quanto tempo vai durar esse isolamento social?

As informações são muito confusas considerando o cenário de que ainda não existem vacinas ou medicamentos com eficiência testada.

Acredito que muitas empresas irão perecer, mesmo com a ajuda de bancos e do governo. A conta terá que ser paga, de uma maneira ou outra.  O mercado não vai dar conta do consumo necessário para abastecer a carteira de pedidos das empresas. 

Pelas previsões, no terceiro ou quarto trimestre, as coisas devem começar a se estabilizar. 

Teremos que ser criativos, reinventando alguns negócios e sempre cautelosos na gestão financeira de nossas empresas. 

De qualquer maneira, o retorno do consumo será lento, pelas restrições sanitárias e pelo medo, tanto de quem perdeu o emprego quanto de quem permanece empregado. O direcionamento do consumo será mais calculado. Os hábitos de consumo serão redefinidos e a indústria poderá sofrer mais que o comércio em geral. 

É lamentável que, com tudo isso descrito acima, principalmente com relação à preocupação da área da saúde no combate à essa epidemia, tenhamos que ver alguns movimentos políticos tirando proveito da situação. Se o povo souber fazer esta leitura, talvez nas próximas eleições possamos iniciar uma nova relação eleitor/candidato. 

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