Em plena era digital, os discos de vinil surpreendem e voltam a fazer parte das nossas vidas

por | 3 abr, 2020 | 0 Comentários

Put your records on… Spotify que se cuide!

Ahh, os famosos bolachões. Quem nasceu até o início da década de 1990 lembra muito bem deles, ainda em sua época original. Colocar uma música pra tocar não era tão instantâneo quanto somente apertar play; tinha todo um ritual, uma rotina. Escolher o disco, tirar da embalagem, colocar na vitrola, posicionar delicadamente a agulha sobre o vinil, escutar uns ruídos e aí sim, música para seus ouvidos. Hoje, a facilidade digital nos agracia com uma infinidade de músicas em inúmeras plataformas, mas mesmo assim muita gente está voltando algumas casas e optando por ouvir suas melodias preferidas nos LPs, por que será?

Em uma conversa com a revista Forbes para a comemoração dos 70 anos do vinil em 2018, o jornalista inglês Marcus Barnes comentou que a volta do disco faz sentido. “Há um ar de romance que cerca as coleções de álbuns e as lojas de música. A noção de que a música sendo algo tangível e estando em sua forma ‘orgânica’, mais valiosa do que a versão digital, é uma das razões desse idealismo romântico”, disse.

E há mesmo um certo misticismo envolvendo os discos, que já eram colecionados até mesmo antes das novas mídias tomarem conta. Se não fosse assim, estaríamos observando hoje a volta do CD, que também tem uma qualidade de áudio maior do que o mp3. Mas a realidade para o CD não é tão feliz: somente no mercado americano, as vendas caíram 80% nos últimos dez anos, de 450 milhões para 89 milhões de unidades vendidas.

Já as vendas de vinil bateram um belo recorde em 2016. Segundo a Record Industry Association of America (RIAA), os números aumentaram 32% nesse ano, para US$416 milhões – as vendas não tinham tanto sucesso desde 1988! Segundo a RIAA, os lucros dessa indústria ultrapassaram os ganhos com publicidade de plataformas como Youtube e Spotify grátis por dois anos consecutivos. Vale lembrar que os números da RIAA se referem somente à venda de discos novos, isso significa que o mercado é muito maior do que se imagina, pois as vendas de LPs usados são bem mais populares.

ARTE E BELEZA

Ouvir música em discos é realmente uma arte, acompanhada de mais arte. Enquanto o apelo visual nas plataformas de streaming é praticamente nulo, com os discos há toda uma apreciação da capa e dos encartes. Com tamanho padrão de 32x32cm, as capas tem uma beleza extra, grande, que passam a fazer parte da decoração da casa. Capas icônicas chegam até a ultrapassar o próprio título do álbum, como é o caso do disco Atom Heart Mother, do Pink Floyd, o famoso disco da vaca.

COMO OUVIR

O mercado não fechou os olhos para esse ressurgimento dos discos, então os novos fanáticos podem ficar tranquilos: não é preciso caçar vitrolas antigas para curtir uma boa música no vinil. As marcas estão produzindo toca-discos modernos para suprir essa demanda, e muitas inclusive vêm com entrada USB para acomodar “novas” tecnologias também. Para garantir que estará conseguindo a melhor qualidade na sua música, duas considerações importantes: busque uma vitrola com uma boa agulha, que não pese muito sobre o disco. Delicadeza é sempre uma palavra que deve acompanhar o vinil. Acompanhe nossa lista de toca-discos modernos para um cantinho musical moderno:

1 – Vitrola Pioneer PL990

O toca-discos PL990 da Pioneer reproduz som estéreo e é totalmente automático. Conta com braço sensível, motor DC preciso e equalizador fonográfico integrado. Basta ligar a qualquer entrada auxiliar ou amplificador para obter os melhores sons. Ele conta ainda com tampa protetora articulada contra poeira, como nos modelos antigos. R$884

2 – Vitrola Tennessee Ribeiro e Pavani

Possui alto-falante embutido com potência total de 6W RMS, ajuste fino da rotação do prato do vinil, entrada para fone de ouvido, entrada auxiliar para cabo P2 e saída line out para amplificação de som, também para cabo P2. R$506

 3 – Vitrola Ion Retrô

Possui sistema de reprodução de música com alto-falantes estéreo incorporados, tem conexão via USB para transformar discos de vinil em arquivos digitais de música, saída de áudio RCA padrão para conexão ótima ao sistema home estéreo e separação automática de faixas via software. R$693

Os mais raros

Tem uns 50 mil reais sobrando? Que tal comprar um disco? Parece conversa de maluco, mas alguns dos discos mais raros do mundo chegam a custar esse valor. Dentre a lista dos raríssimos, 7 álbuns dos Beatles figuram, como o raríssimo Please Please Me, o primeiro do quarteto inglês. Além deles, uma versão limitada do álbum The Freewheelin’ (1963), do Bob Dylan, pode custar até 30 mil dólares no mercado.

Leia mais

Agro Inspiração Feminina

Agro Inspiração Feminina

CADA DIA MAIS AS MULHERES TÊM AJUDADO NA TRANSFORMAÇÃO DO AGRO, DENTRE ELAS, ARETUZA NEGRI, DE PIRACICABA, FIGURA...

CIDADE MATARAZZO

CIDADE MATARAZZO

UM PROJETO LUXUOSO DE SÃO PAULO COM O ÚNICO HOTEL 6 ESTRELAS DO BRASIL Um dos marcos arquitetônicos e históricos de...

Comentários

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.