Roberto Chamma: empresário em movimento

por | 14 abr, 2020 | 0 Comentários

Perfil de liderança

O que faz um grande líder? São muitas variáveis, mas há uma frase que descreve nosso entrevistado desta edição com clareza: “O melhor líder não é necessariamente aquele que faz as melhores coisas. Ele é aquele que faz com que pessoas realizem as melhores coisas”. Quem disse isso foi Ronald Reagan, ex-presidente dos Estados Unidos. Movimentar pessoas para que elas dêem o seu melhor é justamente uma das maiores características do Sr. Roberto Chamma, sócio-proprietário da Eacial e atual presidente do Simespi. Para ele, um grande líder tem o dever de saber das atualizações do mercado em tempo real, e garantir que sua empresa e seus colaboradores acompanhem no mesmo ritmo.

Em uma entrevista esclarecedora – realizada no dia do seu aniversário! – Sr. Chamma também nos contou o que tem observado como presidente do Sindicato, e as principais propostas para seu mandato. “Durante os períodos instáveis que vive a economia, nossas empresas associadas devem e estarão totalmente assessoradas nestas áreas”.

TRINOVA: Para começar, conte um pouco da sua história.

Roberto Chamma: Sou piracicabano de nascença, com descendência árabe, italiana e alemã – uma mistura inusitada! Me formei em Engenharia Mecânica na Unesp, atuei em uma multinacional em São Paulo, e na década de 80 voltei para Piracicaba, justamente para trabalhar na empresa da qual hoje sou sócio.

TRINOVA: A Eacial?

Roberto Chamma: Isso mesmo. A Eacial é uma das principais empresas de produção de engrenagens e peças para os setores agrícola, aeroespacial, eólico, redutores de velocidade, máquinas e equipamentos em geral. Somos especializados em transmissão de movimento.

TRINOVA: Falando nisso, como vê a movimentação do empresário hoje?

Roberto Chamma: É preciso estar sempre em movimento. O mundo muda num piscar de olhos, é extremamente veloz, e quem não está atento, perde muito. O empresário hoje tem o dever de se manter atualizado no seu setor, e no que acontece ao redor do planeta.

TRINOVA: E quais seriam algumas dessas atualizações?

Roberto Chamma: Estamos entrando na indústria 4.0, a era da internet. É imperativo entender quais as mudanças que estão acontecendo no mundo, como isso impacta sua realidade, e como aprender o que aplicar nas suas empresas. Os colaboradores de hoje têm uma mentalidade totalmente diferente daqueles de 30 anos atrás, quando assumi a sociedade da Eacial. Enquanto as prioridades são outras, o trabalho com seriedade e comprometimento continua, e a atualização da equipe é essencial para que isso aconteça. Todo dia podemos nos deparar com um problema novo, que requer uma solução nova. É uma mudança.

TRINOVA: Como vê a liderança?

Roberto Chamma: Administrar uma empresa é administrar vaidades. Liderar equipes é isso. É necessário encontrar um equilíbrio. Temos colaboradores com mais de 20 anos de casa, extremamente competentes. No Simespi, estou em meu primeiro mandato como presidente, mas atuo no sindicato desde a sua fundação. Temos observado uma nova geração de diretores das empresas associadas muito interessada, engajada, moderna. São novos tempos.

TRINOVA: E qual seria seu conselho para os novos empreendedores?

Roberto Chamma: Tente, ao máximo, acompanhar as novas tecnologias, principalmente se está atuando em área industrial. Saiba aproveitar o que elas oferecem, o que podem agregar na sua empresa.

TRINOVA: E no Brasil é possível acompanhar bem as novas tecnologias?

Roberto Chamma: O Brasil está com um atraso significativo na área industrial e tecnológica. Somos um país com um território extenso, mas a indústria é pequena. É preciso que os governantes olhem para esse lado, caso contrário continuará difícil desenvolver a indústria brasileira.

TRINOVA: Como administra a rotina do dia-a-dia de empresário e presidente do Sindicato?

Roberto Chamma: O cargo de presidente do sindicato é participativo, e eu divido meu tempo entre as duas empresas e o Simespi, além, é claro, da vida pessoal. É fundamental ter um hobby, uma atividade na qual a carga profissional fica em segundo plano. No meu caso, gosto de passar tempo com a família – estou prestes a me tornar avô pela primeira vez –, e também gosto muito de viagens de moto.

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