Tá na mesa – e no nome! Conheça a origem dos títulos de receitas famosas

por | 24 mar, 2020 | 0 Comentários

Cachorro quente, brigadeiro, strogonoff… Tudo isso é bem delicioso, mas já parou pra pensar de onde vieram esses nomes?

Cada caso é um caso. Alguns pratos são nomeados em homenagem a pessoas, outros ao local onde foi inventado, outros simplesmente foram apelidados por acaso um dia e a coisa pegou. Conheça a seguir alguns pratos famosos e a origem dos seus títulos.

Bauru 

Pão francês, muçarela, rosbife, tomate e pepino. Esses foram os ingredientes originais elencados por Casemiro Pinto Neto ao criar seu sanduíche na lanchonete Ponto Chic, em São Paulo, lá na década de 30. Pois é, o lanche famoso foi criado na capital paulista, e não no interior. A razão do nome? Bauru é a cidade natal de Casemiro.

Virado à paulista

Antigamente, a palavra “virado” descrevia literalmente o que acontecia com a comida que era levada como merenda pelos bandeirantes e viajantes que atravessavam o estado paulista no século XVII. O combo feijão + farinha, acompanhado de carne, banana, ovo e couve ia se misturando com o balanço das cavalgadas.

Pizza Margherita

Sabemos que os italianos são conhecidos notoriamente como os criadores da pizza. Mas o conceito de uma massa de pão coberta com diversos toppings tem raízes em muitas outras culturas. A versão italiana do prato, segundo a lenda, realmente surgiu na Itália, mais precisamente em Nápoles. Para homenagear a visita do rei Umberto e da rainha Margherita à cidade em 1989, um padeiro chamado Rafaelle Esposito criou uma “torta patriota” com alimentos nas cores da bandeira italiana: manjericão (verde), queijo mussarela (branco), e tomates (vermelho). Supostamente a rainha se deliciou com a pizza, que ficou para sempre conhecida por seu nome.

Cachorro quente

Esse é mais um prato cuja origem tem várias lendas e nenhuma prova concreta, mas as histórias se fundem sempre em algum ponto. Vamos lá: em meados do século XVII, o açougueiro alemão Johann Georghehner criou a famosa salsicha e a apelidou de dachshund pois achou que o produto final parecia seu cão bassê. Já em 1904, outro alemão chamado Anton Feuchtwanger estava vendendo as dachshund bem quentinhas numa exposição, e oferecia uma luva para os clientes não queimarem as mãos – mas ninguém queria devolver as luvas e o prejuízo estava batendo na porta. Anton pediu ajuda do seu cunhado padeiro para criar fatias de pão do mesmo comprimento da salsicha, assim ele podia esquecer a história das luvas e servir a dachshund com pão. Em 1906, no estádio dos New York Giants (EUA), os vendedores passavam vendendo a especiaria quentinha para os torcedores, gritando “Comprem suas salsichas dachshunds enquanto estão quentes!”. Um cartunista do The New York Journal utilizou a cena como inspiração para um cartum: um cachorro bassê latindo entre duas fatias de pão e coberto com mostarda. Sem saber como escrever dachshund, ele simplesmente escreveu “Pegue seu cachorro quente!”. Tal ilustração nunca foi encontrada, então fica impossível provar a sua veracidade.

Strogonoff

A Rússia já se deliciava com sua versão do strogonoff lá no século XIX. Pedaços de carne, creme de leite, cebola e sal eram os ingredientes da receita original que, segundo historiadores diversos, foi batizada pela família russa Stronagov antes do ano 1500. Outra versão, dada pela enciclopédia de culinária Larousse Gastronomique, seria que o nome é derivado do verbo strogat, que em russo significa “cortar em pedaços”. A adição dos demais ingredientes, como champignons, é creditada ao cozinheiro francês Thierry Costet. Já o ketchup foi incluído na receita nos Estados Unidos.

Brigadeiro

Impossível comer um só, mas por que esse nome? Nas eleições presidenciais de 1945, o candidato da União Democrática Nacional (UDN) era o brigadeiro Eduardo Gomes. Algumas moças e senhoras da sociedade que apoiavam o brigadeiro realizavam eventos, reuniões, chás da tarde e festas para promover a campanha. Certo dia, uma delas levou um novo docinho que havia inventado, a base de leite condensado e chocolate. Foi sucesso na hora (claro), e se espalhou rapidamente, sendo conhecido como “o docinho do brigadeiro”. Sempre muito requisitado em festas e eventos, eventualmente se tornou apenas brigadeiro. Eduardo Gomes não ganhou as eleições, mas o brigadeiro ganhou o Brasil com toda certeza.

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